Inflação dos EUA sobe 0,1% em julho
Os dados divulgados nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, mostraram que a inflação americana avançou 0,1% em julho, resultado considerado dentro do esperado pelo mercado. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,4%, segundo os dados citados na reportagem.
O resultado mensal representa uma mudança em relação ao mês anterior. Em junho, a inflação havia registrado uma queda de 0,4%, mas a taxa acumulada em 12 meses continuava distante da meta perseguida pelo Federal Reserve.
O dado de julho foi divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão responsável pelas estatísticas oficiais de inflação dos Estados Unidos. Para os mercados financeiros, o resultado ganhou importância principalmente por ocorrer antes da próxima decisão do Fed sobre os juros.
A reação inicial foi de aumento das apostas em uma manutenção da taxa na reunião de setembro. O mercado passou a considerar mais provável que o banco central americano mantenha sua política monetária sem alteração no próximo encontro.
Gasolina ajuda a conter inflação americana
Um dos fatores destacados na composição do índice foi o comportamento dos combustíveis. Segundo o BLS, os preços da gasolina e do óleo combustível continuaram em queda, ajudando a limitar a pressão sobre a inflação geral durante julho.
A alimentação apresentou alta de 0,1% no período, um avanço considerado pequeno dentro do resultado mensal. O comportamento desse grupo contribuiu pouco para a variação geral registrada no mês.
Outros componentes tiveram movimentos diferentes. O preço do gás encanado aumentou 0,7%, enquanto os serviços de saúde avançaram 0,6% em julho.
A composição mostra que o resultado de julho não foi uniforme entre os grupos. Enquanto combustíveis ajudaram a reduzir a pressão, gás encanado e serviços de saúde registraram aumentos no mesmo período.
Fed ganha nova referência para setembro
A próxima reunião do Federal Reserve está marcada para 16 de setembro de 2026. Depois da divulgação dos dados de inflação, as expectativas do mercado passaram a favorecer uma nova manutenção da taxa de juros.
Na Polymarket, as apostas indicavam 66% de probabilidade de manutenção dos juros e 33% de chance de aumento de 0,25%. Até a semana anterior, as probabilidades estavam mais divididas entre os dois cenários.
A mudança nas apostas ocorreu depois da divulgação do índice de preços de julho. Além da inflação, o mercado também acompanha o comportamento do petróleo, outro fator citado na reportagem como relevante para as expectativas sobre os preços nos Estados Unidos.
É importante observar que as probabilidades da Polymarket representam apostas de mercado, e não uma decisão antecipada do Federal Reserve. A reunião de 16 de setembro ainda será responsável pela definição oficial da política monetária.
Bitcoin permanece perto de US$ 64 mil
Enquanto os investidores avaliavam os novos dados de inflação, o Bitcoin era negociado próximo de US$ 64.000. A criptomoeda não apresentou uma reação expressiva nas 24 horas seguintes à divulgação do indicador.
O comportamento também ocorre dentro de uma faixa relativamente definida observada nos 30 dias anteriores. Nesse período, o Bitcoin oscilou entre aproximadamente US$ 61.750 e US$ 66.920.
A reportagem destaca que a ausência de uma queda forte pode ser relevante porque o Bitcoin enfrentou outros eventos recentes sem perder essa faixa de negociação. Entre eles estão o hack das carteiras da Coldcard e as vendas realizadas pela Strategy.
Na prática, o mercado de Bitcoin recebeu o dado de inflação sem uma mudança brusca de direção. A cotação próxima de US$ 64 mil indica que, pelo menos no momento da publicação, os investidores não estavam promovendo uma forte reprecificação do ativo após o CPI.
Outras criptomoedas também têm pouca variação
O comportamento mais contido não ficou restrito ao Bitcoin. Segundo a reportagem, outras criptomoedas também apresentavam pouca movimentação após a divulgação do dado de inflação americana.
Entre as dez maiores criptomoedas por valor de mercado, a Hyperliquid aparecia como a única com uma variação superior a 1% nas últimas 24 horas. O token registrava alta de 1,8%.
A ausência de movimentos mais fortes também ajuda a contextualizar a reação do mercado ao CPI. O dado de julho aumentou as apostas em uma manutenção dos juros em setembro, mas não provocou uma mudança imediata e generalizada nos preços das principais criptomoedas.
Para o trader brasileiro, o ponto central agora é acompanhar a combinação entre inflação americana, petróleo, expectativas para o Fed e comportamento do Bitcoin entre US$ 61.750 e US$ 66.920, faixa registrada nos últimos 30 dias pela reportagem.
O próximo evento de maior importância citado na notícia é a reunião do Federal Reserve em 16 de setembro. Até lá, novas informações econômicas podem alterar novamente as probabilidades atualmente observadas no mercado.