Elon Musk chega a US$ 1,3 trilhão
O patrimônio de Elon Musk atingiu US$ 1,3 trilhão nesta quarta-feira (17), segundo dados divulgados pela Forbes. O avanço coloca o empresário como o primeiro trilionário da história e amplia ainda mais sua distância para os demais integrantes da lista dos mais ricos do mundo.
O salto ocorreu poucos dias após a SpaceX abrir seu capital na última sexta-feira. Desde então, as ações da companhia acumulam valorização de 25,4%, impulsionando diretamente a fortuna de Musk.
A cifra representa um crescimento próximo de US$ 1 trilhão em relação ao ano anterior, consolidando um dos maiores aumentos patrimoniais já registrados por um indivíduo.
Fortuna supera valor de mercado do Bitcoin
A marca alcançada por Musk chamou atenção por um motivo específico: ela ultrapassou o valor de mercado do próprio Bitcoin.
Dados do CoinMarketCap mostram que a capitalização da maior criptomoeda do mercado estava ligeiramente abaixo de US$ 1,3 trilhão no momento da comparação. Enquanto isso, o patrimônio pessoal do fundador da Tesla e da SpaceX alcançou exatamente esse patamar.
A comparação ganhou repercussão porque coloca a riqueza de uma única pessoa acima da avaliação de um ativo digital global utilizado por milhões de investidores ao redor do mundo.
SpaceX e Tesla continuam expostas ao Bitcoin
Mesmo com a comparação entre fortuna pessoal e valor de mercado da criptomoeda, Musk segue mantendo exposição ao setor por meio de suas empresas.
A SpaceX possui 18.712 BTC em caixa, enquanto a Tesla mantém 11.509 BTC. Juntas, as duas empresas controlam 30.221 bitcoins.
Essas reservas colocam as companhias entre as maiores detentoras corporativas da criptomoeda. Os números também mostram que, apesar das oscilações do mercado, as empresas ligadas a Musk continuam mantendo suas posições.
O dado ganha relevância porque tanto Tesla quanto SpaceX já desempenharam papel importante na adoção institucional do Bitcoin ao longo dos últimos anos.
Bitcoin opera abaixo dos metais preciosos
A reportagem também destaca a diferença entre o valor de mercado do Bitcoin e o tamanho dos mercados tradicionais de reserva de valor.
Segundo os números citados, o ouro está avaliado em US$ 30,2 trilhões, enquanto a prata possui valor de mercado de US$ 3,94 trilhões.
O Bitcoin chegou a superar a prata em valor de mercado em 2021, repetiu o feito em 2024 e voltou a ultrapassar o metal em 2025. No entanto, o cenário mudou após a forte correção registrada pela criptomoeda.
Enquanto ouro e prata avançaram no último ano, o Bitcoin entrou em uma tendência de baixa e perdeu aproximadamente 48% em relação ao seu topo histórico.
Contexto do mercado favoreceu recuperação recente
Apesar do desempenho fraco em relação ao pico histórico, o Bitcoin apresentou recuperação nos últimos dias.
A criptomoeda passou a negociar próxima de US$ 65 mil após a reabertura do Estreito de Ormuz e a redução dos preços do petróleo. Esses fatores ajudaram a aliviar parte da tensão observada nos mercados globais.
Ainda assim, o ativo permanece distante das máximas anteriores, o que mantém o debate entre investidores sobre possíveis oportunidades de acumulação durante o atual ciclo de mercado.
O contraste entre a valorização das empresas de Musk e a correção do Bitcoin acabou ampliando a diferença entre os dois indicadores.
Mercado mantém projeções otimistas para o longo prazo
Mesmo após a queda acumulada desde o topo histórico, parte da indústria continua projetando preços significativamente maiores para o Bitcoin nos próximos anos.
Entre os nomes citados está Brian Armstrong, fundador da Coinbase. Segundo ele, a criptomoeda pode atingir a marca de US$ 1 milhão por unidade até 2030.
A projeção reflete uma visão de longo prazo adotada por parte do mercado, embora dependa de fatores como adoção institucional, liquidez global e evolução do ambiente regulatório.
Por enquanto, o dado concreto é que o patrimônio de Elon Musk atingiu um nível suficiente para ultrapassar temporariamente o valor de mercado de toda a rede Bitcoin, algo que poucos imaginavam ser possível há alguns anos.