Bitcoin perde força e testa região dos US$ 61 mil
O mercado de criptomoedas começou o dia 4 de junho sob forte pressão vendedora. O Bitcoin chegou a cair até US$ 61.556, sua mínima intradiária, antes de recuperar parte do movimento e ser negociado próximo de US$ 63.812 durante a manhã. Mesmo com a recuperação parcial, a criptomoeda acumulava queda de aproximadamente 4,8% em 24 horas, segundo dados citados na reportagem.
O movimento colocou novamente o foco sobre a região dos US$ 60 mil, considerada uma das referências importantes do ciclo atual. A última vez que o BTC havia visitado essa faixa foi em 5 de fevereiro, quando atingiu uma mínima local semelhante.
Além da queda do Bitcoin, praticamente todo o mercado acompanhou o movimento negativo, ampliando a sensação de cautela entre investidores e traders.
Altcoins devolvem ganhos recentes
A diferença desta correção em relação a movimentos anteriores foi o desempenho das altcoins que vinham liderando os ganhos nas últimas semanas. Projetos que haviam renovado máximas locais passaram por correções agressivas em poucas horas.
A Hyperliquid (HYPE) havia alcançado recentemente a região de US$ 75, mas não conseguiu sustentar os ganhos durante a liquidação. O mesmo aconteceu com NEAR e ZEC, que figuravam entre os ativos com melhor desempenho recente.
No segmento de memecoins, as perdas também foram expressivas. DOGE recuou 6%, SHIB perdeu 7%, PEPE caiu 8%, BONK recuou 9% e TRUMP registrou queda de 10%.
Arthur Hayes aumenta preocupação dos investidores
Um dos acontecimentos mais comentados do dia foi a decisão de Arthur Hayes, fundador da BitMEX, de encerrar suas posições em HYPE e NEAR.
Segundo a reportagem, Hayes acredita que o mercado pode estar próximo de um topo macroeconômico. Entre os fatores apontados por ele estão o aumento dos preços da energia, a expectativa para três IPOs ligados ao setor de inteligência artificial e possíveis mudanças de posicionamento político relacionadas ao tema nos Estados Unidos.
Embora uma venda individual não determine a direção do mercado, as declarações de Hayes ganharam repercussão por ocorrerem justamente em um momento de fragilidade dos preços.
A combinação entre realização de lucros, redução de apetite por risco e saídas de capital ajudou a ampliar o sentimento negativo entre os participantes do mercado.
ETFs de Bitcoin registram forte retirada de recursos
Outro fator relevante para a pressão sobre o BTC continua sendo o fluxo negativo dos ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos.
De acordo com os números apresentados na matéria, os ETFs registraram US$ 396 milhões em saídas líquidas apenas na quarta-feira. Com isso, o acumulado da semana ultrapassou US$ 1,4 bilhão.
A reportagem também destaca que os produtos vêm acumulando 11 sessões consecutivas de saídas, algo que aumenta a preocupação dos investidores institucionais.
Os ETFs de Ethereum também apresentaram fluxo negativo, registrando retiradas de aproximadamente US$ 53 milhões no período.
Para muitos participantes do mercado, os fluxos dos ETFs continuam sendo um dos principais indicadores de demanda institucional por criptomoedas.
Strategy, Bitmine e o debate sobre tesourarias cripto
O texto também destaca acontecimentos envolvendo empresas que utilizam criptomoedas como parte de suas estratégias corporativas.
A Bitmine protocolou uma oferta de 3 milhões de ações preferenciais perpétuas Série A, com valor nominal de US$ 100 por ação, buscando levantar aproximadamente US$ 300 milhões. Os papéis serão negociados na NYSE sob o código BMNP e oferecerão dividendos anuais de 9,5%.
A estrutura foi comparada à utilizada pela Strategy, empresa liderada por Michael Saylor. A diferença apontada é que a Bitmine possui cerca de 5,42 milhões de ETH, equivalentes a aproximadamente 4,5% da oferta circulante do Ethereum, além de receita de staking superior a US$ 300 milhões por ano.
Enquanto isso, a Strategy continua sendo observada pelo mercado após sua recente venda de Bitcoin para auxiliar no financiamento de obrigações ligadas a dividendos, tema que gerou amplo debate entre investidores.
MoonPay aposta em agentes de IA para negociar criptomoedas
Fora do cenário de preços, uma das novidades do setor veio da MoonPay, que lançou o aplicativo desktop MoonAgents.
A ferramenta permite integração direta com o Claude Code e o Codex da OpenAI, possibilitando que agentes de inteligência artificial executem operações ligadas a criptomoedas.
Segundo a empresa, o sistema oferece acesso a 54 ferramentas cripto, distribuídas em 17 habilidades e compatíveis com 10 blockchains diferentes.
Entre as funcionalidades estão compra e venda de ativos, alertas automáticos de preços, rebalanceamento de portfólio e criação de painéis gerados por IA. As chaves privadas permanecem armazenadas localmente de forma criptografada, enquanto usuários de dispositivos Ledger podem exigir aprovação manual antes da execução das operações.